terça-feira, 1 de março de 2011

ESQUEMA SOBRE AS FUNÇÕES DA ARTE


As Funções da Arte


A arte deve estar ao serviço da sociedade
A arte vale por si mesma (A arte pela arte)
A arte é uma forma de catarse e de purificação
A arte é uma forma de evasão
O artista deve estar ao serviço da sociedade, contribuir para a implantação de determinados valores morais e cívicos, deve ter consciência das suas responsabilidades sociais e subordinar as suas obras à educação da colectividade, representando acções, personagens e cenas que despertem no espectador a moral cívica que se supõe dever impregnar a vida de uma sociedade. Temos, assim, a figura do artista socialmente comprometido ao serviço da melhoria da ordem social e, quando os tempos o exigem, de ideias revolucionárias.
Críticas
1.Perigo de instrumentalização e de submissão da actividade artística por parte do poder político.
2.Quer a actividade do artista quer o produto dessa actividade devem ser avaliadas independentemente da sua utilidade (por mais elevada que esta possa ser).
3. Não é por uma obra de arte nos instruir, nos tornar moralmente melhores, promover a unidade e fraternidade entre os seres humanos ou descrever condições reais da vida que tem valor artístico.


Teoria cujo principal representante foi Óscar Wilde. Para esta perspectiva a única finalidade que o artista deve ter é produzir e criar uma obra genuína e realmente artística. A arte não deve promover princípios éticos e políticos. Deve ser alheia a propósitos pedagógicos e moralizadores.

Críticas

1. A arte, em geral, exerce uma influência de tal modo profunda sobre os seres humanos que não é aconselhável avaliá-la em termos simplesmente artísticos.
2. Uma obra com extraordinário valor artístico pode ser o resultado de uma vontade de denunciar o horror da guerra como a Guernica de Picasso ou os vícios dos humanos como algumas obras de Bosch. Os Malditos, filme de Visconti critica com a densidade simbólica que o caracteriza, a corrupção moral da alta burguesia industrial alemã que apoia os nazis hipotecando a sua liberdade e auto-destruindo-se.
3. Há artistas em cuja obra, para além de uma enorme riqueza artística, encontramos aquilo a que se pode chamar a “ideologia do compromisso com a humanidade”. Em Beethoven ecoa a ideia de fraternidade universal no “Hino à Alegria” da Nona Sinfonia (“Todos os homens chegarão a ser irmãos”) e o apaixonado desejo de liberdade.
Para Aristóteles a função principal da arte (e referia-se sobretudo à tragédia grega) era a de libertar indirectamente o espectador de certas paixões que poderiam ser-lhe prejudiciais mediante a contemplação das acções normalmente funestas que acontecem no palco.
O espectador comove-se e revive as paixões que dominam as personagens. Mediante esse “contágio” libertar-se-ia dessas paixões que seriam desastrosas, nas suas consequências, se vividas pessoalmente. Segundo Aristóteles, a tragédia provoca compaixão e piedade no espectador porque este reconhece que poderia sofrer as mesmas consequências que o herói ou o protagonista da “peça teatral” se estivesse envolvido em circunstâncias  
semelhantes.

Críticas
1.A reacção do público às novelas, agredindo por vezes os actores que representam personagens desagradáveis e odiosos coloca alguns limites a esta ideia de arte como catarse e purificação das paixões.
A arte permite, quer ao artista quer ao público, a evasão face a uma realidade insatisfatória e desagradável. É uma forma de escapar à rotina quotidiana e de iludir momentaneamente os aspectos dolorosos quer da nossa existência pessoal quer da vida e da condição humanas. A arte oferece-nos, no seio deste mundo tantas vezes insuportável e desencantado, “outro mundo”, maravilhoso, encantador e mágico. Sem esta dimensão extraordinária a vida seria muito mais difícil de suportar.

Críticas
1.Corre – se o risco de entender em parte o artista como alguém que nos distrai, o que pode criar uma sobrevalorização de produções cujo valor artístico é quase inexistente.
2. Nem toda a produção artística é uma forma de evasão ou de criação de mundos alternativos dado que não se consegue conviver com os mundos reais em que existimos. Nem todos os artistas produzem obras de arte para criar um mundo no qual possam viver porque se sentem desadaptados a este mundo real em que vivem.
«O que julgam que é um artista? Um imbecil que não tem olhos? A pintura não foi inventada para decorar apartamentos. Ela é uma arma de defesa e de ataque contra o inimigo». Picasso






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