quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ESQUEMA COMPARATIVO DAS ÉTICAS DE KANT E DE MILL


COMPARAÇÃO ENTRE AS TEORIAS DE KANT E DE  MILL
Teoria deontológica de Kant
Teoria utilitarista de Mill
O que é uma acção moralmente boa?
É uma acção feita por dever, que cumpre a lei moral considerando – a um imperativo categórico.


É uma acção cujos resultados contribuem para o aumento da felicidade ou para a diminuição da infelicidade do maior número possível de pessoas por ela afectadas.

Importância das consequências e da intenção na avaliação da acção
Os bons resultados da acção não são de desprezar mas o que conta é a intenção ou o motivo que nos leva a cumprir o dever quando o cumprimos

A acção é avaliada pelas suas consequências e o motivo ou a intenção não são decisivos porque se referem ao carácter do agente e não à acção em si mesma.
O estatuto ou a importância das normas morais convencionais
Há normas morais absolutas que proíbem o assassínio, o roubo, a mentira e que devem ser incondicionalmente respeitadas em todas as circunstâncias.

Há normas morais que se tem revelado úteis para organizar a vida dos seres humanos mas devemos ter em conta que nem sempre o seu cumprimento produz bons resultados.
O fim último das actividades humanas
O fim último da acção moral é o respeito pela pessoa humana, pelo valor absoluto que a sua racionalidade lhe confere. A felicidade é um bem mas não deve influenciar as nossas escolhas morais.
O egoísmo, impedindo acções desinteressadas e imparciais é o grande inimigo da moralidade

A felicidade é o objectivo fundamental da acção moral embora não se trate da felicidade individual nem da felicidade que se traduza na redução do bem – estar da maioria das pessoas a quem a acção diz respeito.
O egoísmo é também condenado porque impede que se tenha em vista um fim objectivo que é a maior felicidade para o maior número possível de pessoas.

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