terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

FILMES SOBRE O PROBLEMA DA FUNDAMENTAÇÃO DA MORAL 4 - MEDIDAS EXTREMAS


FILME 4
MEDIDAS EXTREMAS (Extreme Measures)

SINOPSE
Guy Luthan (Hugh Grant) é um jovem médico inglês que trabalha num hospital de Nova Iorque. Começa a ficar intrigado quando repara que o corpo de um homem que morreu na emergência desapareceu. Na verdade não há nem registos da sua entrada. Ao tentar descobrir a verdade, o médico encontra pistas relacionadas com um eminente cirurgião (Gene Hackman). A sua vida começa a ficar ameaçada porque há quem não queira que os segredos do hospital venham à tona.
Descrição
Guy Luthan é um jovem e promissor médico que participa num importante programa de investigação em Neurologia. Ao mesmo tempo trabalha no hospital Grammercy de Nova Iorque. Uma noite aparecem nas urgências dois indivíduos feridos por balas e em condições críticas. O primeiro é um tóxico dependente baleado por um polícia quando tentava assaltar um autocarro. O segundo é o polícia que ao impedir o assalto feriu o assaltante mas foi também gravemente atingido por este. Precisam ambos de ser imediatamente assistidos mas só há um bloco operatório disponível. Como médico responsável pelo serviço de urgências na altura, Guy tem de decidir se vai tratar o polícia ou o criminoso. Este encontra – se em situação mais delicada e é altamente provável que morra se não for assistido de imediato. Contudo, sob o olhar da família do polícia, Guy envia primeiro o representante da autoridade para o bloco operatório.
Jodie, uma colega de Guy, fica surpreendida e mais tarde diz – lhe: «Fizeste uma escolha moral e não uma escolha médica. Não posso negar que estou surpreendida com o que fizeste». Guy contra – argumenta: «Estavam ambos gravemente feridos mas em condição relativamente estável. Além disso, olhando para um via um polícia com fotos dos filhos na carteira e olhando para o outro via um tipo qualquer que tentara assaltar um autocarro no meio da cidade. Tinha poucos segundos para tomar uma decisão… Espero ter tomado a decisão correcta».
Mais tarde, ainda durante o seu período de atendimento, um outro paciente dá entrada no serviço de urgências. O seu estado de saúde é muito grave porque quase não apresenta sinais vitais. É a primeira vez que Guy atende um paciente em tal estado. Consegue, apesar disso, estabilizar a sua condição a tempo de o ouvir pronunciar o seu nome – Claude Minkins. Aparentemente fora de perigo, Claude pede ao jovem médico para encontrar o amigo que o tentou socorrer e o enviou para o hospital.  Contudo, o seu estado agrava – se subitamente. Antes de morrer, Claude balbucia enigmaticamente «Triphase».
 Intrigado com este desenlace e com a última palavra de Claude, Guy começa a procurar respostas. Estranhas coisas acontecem entretanto: O corpo e a ficha médica do paciente desaparecem. Resta uma velha ficha de há muitos anos atrás quando Claude recebera tratamento a problemas de saúde de pouca gravidade. Ignorando os conselhos dos seus colegas e dos seus superiores, o jovem médico inglês continua a procurar respostas para resolver o mistério. Acaba por descobrir que Claude não é um caso isolado. Outros pacientes desapareceram misteriosamente depois de falecerem tal como qualquer registo da sua passagem pelo hospital. A única coisa comum a todos os desaparecidos é a passagem em tempos pelo hospital de Grammercy para pequenos tratamentos.
A insistência de Guy em resolver o enigma acaba por chamar a atenção de alguém. O seu apartamento é assaltado e vandalizado. Ao investigar a cena do crime, a polícia descobre cocaína. Uma vez que não é consumidor de cocaína nem de qualquer outra droga, Guy apercebe – se que foi vítima de um golpe. Perde o seu emprego em Grammercy e a bolsa de investigador atribuída pela Universidade de Nova Iorque. A sua carreira vai acabar mal tal como acontecera com o seu pai que administrara a eutanásia a um amigo da família. Parece que nada mais resta do que regressar à sua Inglaterra natal.
Mas Guy não desiste. Agora nada tem a perder. Está também convencido de que «Triphase» é a peça que falta no puzzle. Com poucos dias a separarem – no da viagem de regresso a Inglaterra, continua a querer resolver o enigma. Com a ajuda de um sem – abrigo que outrora tratara no hospital, descobre que as pessoas que desapareceram após falecerem em Grammercy são pessoas sem-abrigo e sem família. À medida que se aproxima da solução do problema, Guy começa a sofrer a perseguição dos que não querem que descubra a verdade. Ao ser perseguido no túnel do metro da cidade, é ferido no braço. Sem saber para onde ir, refugia – se no apartamento de Jodie. Esta trata – lhe a ferida. Nessa altura, Guy repara num saco de plástico onde está inscrita a palavra «Triphase». Começa a duvidar de Jodie mas antes que possa esclarecer seja o que for é violentamente atingido na nuca.
Acorda paralisado na cama de um hospital. Um proeminente neurologista, o Dr. Myrick – o homem responsável pela atribuição da bolsa a Guy – visita – o. Guy pede uma morte piedosa e sem sofrimento com uma injecção de cloreto de potássio. Para sua surpresa, Myrick informa – o de que está prestes a descobrir a forma de tratar a sua paralisia. Só ele poderá fazer com que volte de novo a andar. Toda a situação é, contudo, uma encenação. Myrick induziu a paralisia de Guy para solicitar a o talento e o saber do pseudo – paciente em neurologia. Conforme a droga que o paralisou temporariamente começa a perder efeito, Guy volta à sua busca e, com a ajuda de Jodie descobre que Myrick é o responsável pelo desaparecimento dos doentes falecidos – dos sem – abrigo que tiveram a infelicidade de serem por ele capturados e serviram como cobaias nas suas investigações obviamente ilegais. Sem revelar os seus métodos aos pacientes, Myrick cortou a espinal medula de indivíduos humanos saudáveis e posteriormente tentou sem sucesso tratá – los mediante cirurgias e medicamentos. Embora os resultados parecessem promissores, não houve nenhuma recuperação completa. Muitos dos pacientes acabaram inclusive por morrer. Aos que permaneceram vivos, Myrick continuou a dar a esperança de uma cura acreditando ao mesmo tempo de que os seus métodos são moralmente justificáveis.
Chega o momento do confronto entre Guy e Myrick. Aquele acusa este de assassinar os sujeitos das suas experimentações, de que nada justifica o sofrimento que causou através das suas práticas ilegais e imorais. Myrick responde: «Há pessoas a morrer todos os dias. Para quê? Para nada. O que fazemos? O que faz você? Cuidamos dos que julgamos poder salvar. Os bons médicos fazem o que é correcto. Os grandes médicos fazem o que tem de ser feito como foi o caso do seu pai».
Guy responde: «Talvez a vida daqueles homens que você usou – os sem – abrigo – não valha muito. Talvez estejam a prestar como cobaias das suas experimentações um grande serviço ao mundo, talvez sejam heróis. Mas não escolheram ser esse tipo de heróis. Foi você que escolheu por eles. E isso não pode ser. Não o pode fazer porque é um médico e prestou um juramento. Não me interessa se está prestes a descobrir a cura para a paralisia ou para qualquer outra doença neste planeta. A verdade é que torturou e matou esses inocentes e isso faz de si uma desgraça para a nossa profissão».
O filme termina com a reabilitação de Guy e a desgraça de Myrick.

Sem comentários:

Publicar um comentário